E aí, vale a pena ou não fazer networking? Hoje, vou dar minha honesta opinião sobre o assunto como Estrategista de Marca Pessoal.
Eu vou confessar uma coisa: Por muito tempo eu tinha um certo ranço da palavra “networking”. E mais ainda dos ambientes que vendiam essa experiência. Tudo me parecia muito forçado, invasivo. E, para ser bem sincera, muitas vezes até meio chato.
Não por falta de habilidade social. Pelo contrário. Eu sempre fui uma pessoa comunicativa, expansiva, daquelas que puxam conversa com facilidade. Sempre gostei de conhecer pessoas, trocar ideias e construir amizades.
Embora hoje eu admita que minha bateria social já não seja a mesma de alguns anos atrás. (kkkk)
Mas o fato é que existia algo naquele universo que me incomodava. Talvez porque eu enxergasse muitas pessoas tentando construir relações por interesse e não por conexão.
O momento em que percebi que precisava construir relações

Até que, conforme fui amadurecendo como mulher, profissional e empresária, comecei a perceber que talvez o famoso provérbio africano estivesse certo: “Se você quer ir rápido, vá sozinho. Se você quer ir longe, vá acompanhado.”
E acho que isso ficou ainda mais claro para mim por trabalhar exclusivamente de casa. Chegou um momento em que comecei a perceber uma limitação. Eu estava crescendo. Minha marca estava crescendo. Meu repertório estava crescendo. Mas minhas relações profissionais não estavam acompanhando esse movimento.
E aí veio uma pergunta importante: Como construir relações de forma genuína, sem ferir meus valores?
Foi nesse momento que revisitei o branding da minha própria marca. E ali, dentre tantas estratégias, respostas, percebi que havia uma lacuna importante que eu não havia pensado: Networking.
Eu precisava entender:
- Onde deveria estar.
- Quais ambientes faziam sentido para mim.
- Que tipo de pessoas seriam boas conexões.
- Que tipo de parcerias eu gostaria de construir.
- E principalmente: como eu poderia ser útil para outras pessoas.
O ERRO que vejo muitas pessoas cometendo

Porque quando você tem CLAREZA nos tópicos acima, EVITA um erro muito comum: ser percebida como a INTERESSEIRA (também vista como a chata, sem noção, desesperada, etc…) Ou seja, só adjetivos PÉSSIMOS para sua imagem e reputação.
Eu espero NO FUNDO DO MEU CORAÇÃO QUE VOCÊ NÃO SEJA ESSA PESSOA. Mas se for, tudo bem, o mais importante é reconhecer e mudar. Vou trazer alguns comportamentos típicos dela e veja se rola identificação rs:
Sabe aquele tipo de pessoa que parece viver dentro de eventos?
-Vai para tudo.
-Conhece todo mundo.
-Está em todos os grupos.
-Têm centenas de contatos.
Mas não gera resultado algum, não gera negócios, valor, conexões verdadeiras. E muitas vezes nem conseguem explicar exatamente por que estão ali. Pois é…A pessoa se ilude que está se movimentando, progredindo, trabalhando mas na prática, está apenas gastando energia, tempo e dinheiro.
Além de passar uma sensação de desespero e interesse! Daquela pessoa que está sempre buscando o que os outros podem fazer por ela, mas nunca pensando no que pode oferecer em troca.
Você provavelmente já encontrou alguém assim:
A pessoa que chega no evento e, antes mesmo de criar qualquer conexão, já quer entregar cartão, já quer vender, já quer falar do próprio serviço. Ou aquela pessoa que entra em grupos e passa o dia inteiro divulgando seu Instagram sem nunca contribuir com nada.
Gente…Socorro!! Isso é tão desconfortável quanto aquelas prospecções agressivas que começam apontando defeitos no seu perfil, no seu site ou no seu negócio.
Por favor: Não seja essa pessoa. Sério!!
Então como fazer networking da forma certa?

Mas aí você pode me perguntar: “Amanda, então como fazer networking da forma certa?”
Minha resposta é simples: Construa sua marca primeiro!
Porque networking sem branding é só troca de cartões. Agora, quando sua marca está estruturada, tudo muda. E existem alguns pontos que considero fundamentais. São eles:
1. Clareza sobre o que você está buscando
Parece óbvio. Mas não é. Você quer networking para quê?
-Encontrar clientes?
-Parceiros?
-Mentores?
-Novas oportunidades?
-Expandir sua visão de mundo?
Cada objetivo leva você para ambientes diferentes. Sem clareza, você acaba aceitando qualquer convite e frequentando qualquer lugar.
2. Clareza sobre com quem você quer se relacionar
Nem toda conexão é uma boa conexão. E isso não tem relação com status. Tem relação com:
-Alinhamento.
-Valores.
-Visão de mundo.
-Objetivos.
-Forma de trabalhar.
Uma única conexão alinhada pode valer mais do que cem contatos aleatórios.
3. Posicionamento
Você já se posiciona como uma profissional? Ou ainda espera que os outros validem sua autoridade?
-Seu perfil comunica valor?
-Sua comunicação transmite clareza?
-Sua presença gera confiança?
Porque as pessoas sempre fazem uma pesquisa antes de se conectar mais profundamente com você. E a segunda impressão muitas vezes acontece no digital.
4. Clareza das habilidades que você possui
Muitas mulheres entram em ambientes de networking preocupadas apenas com o que vão ganhar. Mas esquecem de perguntar:
-O que eu tenho para oferecer?
-Quais conhecimentos você domina?
-Quais experiências possui?
-Como pode contribuir?
Quanto mais consciência você tem do seu próprio valor, mais naturais as conexões se tornam.
5. Valores inegociáveis
Esse talvez seja o mais importante. Porque networking não é sobre conhecer todo mundo mas sim construir relações certas.
E para isso você precisa saber claramente o que não negocia.
-Quais comportamentos você aceita?
-Quais não aceita?
-Que tipo de parceria faz sentido para sua marca?
-Quais definitivamente não fazem?
6. Como posso servir?
Essa pergunta mudou completamente minha visão sobre networking. Porque quando você para de pensar apenas no que pode receber e começa a pensar no que pode oferecer, tudo muda.
As relações ficam mais leves, genuínas e humanas. E, ironicamente, os resultados aparecem muito mais rápido.
Branding primeiro, networking depois.

No final das contas, networking não é sobre colecionar contatos. É sobre construir pontes. E para construir pontes, primeiro você precisa saber quem você é!
Por isso, antes de pensar em networking, eu diria: Construa sua marca!
Se torne uma pessoa interessante não porque está tentando impressionar alguém, mas porque tem algo verdadeiro para contribuir. E se boas amizades surgirem nesse caminho, maravilhoso.
Mas nem toda conexão precisa virar amizade íntima. Algumas pessoas entram na nossa vida apenas para construir uma ponte. E tá tudo bem!!
Como eu posso te ajudar?
É exatamente por isso que, dentro dos meus projetos ou consultorias de branding, networking é um tópico que vamos trabalhar: https://amandabsveloso.com.br/consultoria-brand-express/
Mas antes de pensar em onde você precisa estar, eu ajudo você a entender quem você é, qual espaço deseja ocupar, quais relações fazem sentido para sua marca e como traduzir tudo isso em posicionamento, comunicação e direção estratégica.
Porque quando existe clareza, as conexões deixam de ser uma busca desesperada por oportunidades e passam a ser uma consequência natural da marca que você construiu.
E você, o que pensa sobre isso?
Beijosss